O juiz irado!

Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias. Salmos 7.11

A justiça dos homens foi estabelecida para trazer um justo juízo nas questões de sua alçada. Mas todos sabem que nem sempre as causas judiciais são julgadas com retidão e equidade. Os homens, devido a sua pecaminosidade, julgam injustamente trazendo sempre insatisfações. Há um grande clamor por justiça, isso é natural ao ser humano, apesar de ser genuinamente pecador. Quanto mais reta é uma pessoa, maior o seu senso de justiça. E Deus, como será a sua tolerância com a injustiça?

Muitos falam do amor de Deus como uma fator que o pode levar a não tomar medidas drásticas contra as injustiças cometidas por cada homem. Quantos nunca ouviram ou pensaram assim: Deus é bom, tão bom que jamais colocaria alguém no inferno. Segundo a sua Palavra, que é Soberana sobre todas as demandas dos homens, todos são culpados diante dEle. E como um justo juiz, é vingador de todas as transgressões dos homens. “Não há um homem justo, nem um só. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Porque o salário do pecado é a morte”. Indiscutivelmente, sobre cada homem, por melhor que seja, pesa a condenação divina, a ira de Deus. A sua santidade não pode contemplar ou tolerar o mal.

Como homens maus,  nos indignamos com as injustiças cometidas pelos homens que cometem toda sorte de perversidade. Qualquer pessoa, em sua normalidade, ao sofrer qualquer injustiça deseja vingança e espera que o juiz apto para julgar a sua causa seja reto o suficiente para aplicar uma sentença justa ao infrator. É comum se ouvir: Que a justiça seja feita! Sabemos que nem sempre ela é executada, principalmente nos dias atuais em que a injustiça e a corrupção têm se alastrado pelo mundo e corrompido os corações até daqueles que deveriam aplicar o juízo corretamente.

O problema do homem com a justiça divina é um só: Deus é bom! E como Ele é bom, é também um bom juiz que julgará  com justiça os pecados do homem. Ele  não pode ignorar os deslizes humanos, por menores que sejam.

Como resolver o problema do homem pecador, diante de um justo juiz irado contra as injustiças cometidas?

Inexplicavelmente, Deus, por sua misericórdia e graça, providenciou um meio para resolver o problema do homem, criado a sua imagem e semelhança e para o louvor da sua glória. Ele enviou Jesus ao mundo que, como um Cordeiro, se entregou à morte de cruz no lugar do homem pecador com o propósito de cumprir a justiça de Deus. Como podemos ver, Deus não poupou o seu próprio Filho, antes o entregou por um povo, não merecedor de qualquer benefício. Não foram os judeus ou os romanos que levaram Jesus à cruz, foi o próprio Deus para nos redimir dos nossos pecados.

Até aqui, dá para ver a seriedade da condição humana: um ser sujeito à condenação, diante de um juiz irado. Por essa razão, nenhuma religião ou qualquer outro ser é capaz de aplacar a ira divina. Só o sangue do seu Filho, vertido na cruz do Calvário, é suficiente para retirar a sua ira do pecador e justificá-lo. Jesus disse: Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim.

Não nos enganemos com subterfúgios que tentam anular a ira divina. Se o homem não crer em Jesus como o  plano de Deus para a salvação,  com um arrependimento profundo dos pecados cometidos  e  uma conversão genuína,  permanece sob condenação divina ou morte eterna, sob a sentença de um juiz irado. Corramos e nos apeguemos ao único Salvador: “Porque há um só Deus e mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. E em nenhum outro há salvação, porque nenhum outro nome é dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”. Rejeitar essa oferta da graça de Deus é permanecer sob condenação eterna, é  ter que encarar o juiz irado no juízo final!

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