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Onde estás?

Depois que Adão pecou, a sua comunhão com Deus foi quebrada. Ele agora tinha consciência de ter feito a maior besteira da sua vida: desobedecer a ordem do seu Amigo, que toda à tarde vinha conversar com ele, na viração do dia. Um certo pavor começava a envolver Adão, o cheiro de morte estava bem próximo. Agora, ele podia refletir e entender o peso da Palavra de Deus, e quão duro estava sendo não ter atentado para ela, que disse que no dia em que ele comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele morreria.

Antes, a vida de Adão tinha um sentido e isso devia-se à presença imediata de Deus em sua casa, no Éden. E agora? A sua consciência o atormentava, a desobediência, no início apresentada como algo atraente, vinha carregada de consequências, e a voz da condenação não podia calar. De repente, Deus aparece e não encontra Adão no lugar de sempre, no lugar de deleite, no lugar de comunhão. Deus, com a voz embargada, clama pela presença de Adão. Adão, onde estás? Adão estava escondido. Estava com medo. Estava nu. A um alto preço, tinha conquistado a sua independência, era dono de suas próprias escolhas, escolheu comer do fruto atrativo aos seus olhos, escolheu a morte.

Hoje, a história continua a se repetir. Cada homem, à semelhança de Adão, tem escolhido os seus próprios caminhos, tem preferido trilhar o caminho da independência, ainda que Deus tenha advertido em sua Palavra que são caminhos de morte. “Há caminho que ao homem parece direito, mas no final é caminho de morte”. O homem, apesar de sua autossuficiência tem vivido sob o manto do medo, é tanto assim, que teme a morte, faz o impossível para salvar a sua vida em situações de perigo. Por que os homens continuam, como Adão, tendo medo de Deus e se escondendo, apesar de justificar sempre o seu pecado e dizer que é a melhor escolha? Sempre nos deparamos com polêmicas sobre “pecado”. Os homens herdaram de Adão a raiz da rebeldia, querem fazer suas próprias escolhas, independentes dos princípios da Palavra de Deus. Continuam, como Adão, descrendo que cada atitude de desobediência terá uma amarga consequência. Ora, a santidade de Deus é inquestionável, ninguém poderá se manter em pé na presença de Deus, diante do brilho da sua glória de qualquer forma. A Bíblia diz que Ele é fogo consumidor, é intolerante a qualquer pecado. Os malfeitores temem os juízes terrenos, por que não temeriam ao Juiz dos juízes, ao Juiz de toda a Terra, no resplendor da sua santidade?
Diante de Deus, não pode se manter nenhum vestígio de pecado, por isso, o homem pecaminoso tem medo e foge da sua presença. Mas, o mesmo Deus zeloso e santo contra o pecado, com a sua graça e misericórdia, providenciou uma vestimenta de pele para Adão. Hoje, Deus continua sendo o mesmo, entregou o seu Filho único, Jesus, para que com o seu sangue derramado na cruz, pudesse cobrir todo o pecado daquele que crê. Jesus é a solução para reconciliar o homem com Deus e levá-lo de volta a uma posição de comunhão e intimidade com Deus, tal qual Adão antes da queda.

“…tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas”. Dt 30:19

Por que os escândalos? Como o que envolveu Bianca Toledo

Em primeiro lugar, vamos entender o que é um escândalo. Escândalo, em suma, pode ser definido como algo que causa perplexidade por ferir normas relativas ao bom senso, à convenções morais ou religiosas, podendo causar indignação e sentimentos de revolta.
Jesus, em conversa com os seus discípulos, deixa bem claro que é impossível que não haja escândalos. Então, sempre presenciaremos escândalos enquanto o mundo existir, nas diferentes instituições da sociedade, até na Igreja e famílias.
Mas, por que os escândalos são inevitáveis?
Encontramos a resposta na própria Palavra de Deus. Nicodemos, fariseu e um dos principais dos judeus, certa noite foi ter com Jesus e tiveram uma boa conversa sobre salvação, vida eterna, pecado, dentre outros temas, e Jesus lhe disse que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas as sua obras. Palavra que encontramos no Evangelho de João 3.19-20. Os escândalos acontecem, e nunca deixarão de acontecer, porque os homens amam o objeto do escândalo: O pecado. E, em uma escala proporcional, quanto maior o pecado, maior o escândalo, se podemos falar em pecado maior ou menor. Quanto maior a evidência da pessoa na sociedade o escândalo também é maior. A verdade é que tem fatos ou pecados que escandalizam mais do que outros.
Os causadores de escândalos não desejam que suas obras sejam manifestas, por isso, elas são praticadas ocultamente. E, quando são descobertas, negam com veemência. Se nossas obras não podem resistir à luz, certamente, são escandalosas. Quando vierem à tona, porque não há nada encoberto que não venha a ser revelado, será objeto de escândalo, causando atitude de indignação ou revolta.
Jesus nunca tratou o pecado com clemência, seja ele de pequena ou grandes proporções, e sempre deve ser considerado como desencadeador de escândalo. Se o homem não se conscientizar que tudo o que contradiz à Palavra de Deus, ao ser praticado, causará grandes estragos, na própria vida e na vida dos outros, está a caminho da perdição. Jesus lamentou por aqueles que poderiam ser canal de escândalo. Ministrando aos seus discípulos, Ele disse que se a mão, o pé , ou o olho de alguém o fizesse tropeçar, seria melhor arrancá-lo fora, e ter a entrada na vida eterna do que, tendo as duas mãos, pés ou olhos, ser lançado no inferno. Mt 18:7-9. Esta Palavra não deve ser entendida literalmente, se assim fosse, teria muita gente deficiente por ter mutilado a si mesmo, mas ele fez uma analogia, entre o que nos faz pecar e sua consequência, para chamar a atenção para a importância de sacrificar até aquilo que é de grande valor para nós, a fim de não perder o bem mais precioso, a salvação da alma.
Não nos enganemos, tudo o que o homem semear, isso ele ceifará. Se persistir no pecado e for instrumento de escândalos, sem profundo arrependimento, está destinado a uma vida separada de Deus por toda a eternidade.
Não nos tornemos vasos de desonra, mas vasos de honra que, com o nosso procedimento, levem as pessoas a não se escandalizarem, mas a exaltarem o Senhor da Glória!

Verdadeiros Adoradores

“Os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito e em verdade”. Jo 4:23
Adoradores que o adorem em espírito e em verdades, são esses que Deus procura.  Ele é Espírito e em espírito é que recebe a verdadeira adoração.

Uma adoração que se dá apenas na área corporal ou emocional não pode ser real ou aceita pelo Pai. A sua essência é outra, é definitivamente espiritual. Maria, mãe de Jesus, entendeu e experimentou a verdadeira adoração, quando se dirigiu ao Pai dizendo: Minh’alma engradece ao Senhor, meu espírito se alegra em Deus meu Salvador. A sua vontade volvia-se para engrandecer ao Senhor, todo o seu ser era movido para agradar a Deus,  o clímax de tudo estava no seu espírito que entregava a mais perfeita adoração com o prazer de estar nele e de alegrar-se nele. A adoração em espírito nos conduz à plenitude da presença de Deus, é o lugar onde encontramos a satisfação que só existe em Deus. É a única que nos conduz ao lugar que Ele deseja que nós estejamos: nEle! A adoração em verdade diz respeito à adoração firmada na razão, na consciência que Deus é real e verdadeiro, e toda a identidade do seu ser  está firmada na sua Palavra, que traz a revelação plena do seu caráter.

Tenhamos diante de Deus uma atitude de total rendição, com a consciência plena do que Ele é, rompendo às limitações materiais e nos chegando diante dEle, através do nosso espírito,  com rosto descoberto, em um relacionamento de total intimidade e comunhão, como um verdadeiro adorador.

Jesus, tudo que precisamos!

“Antes que Abraão existisse eu sou”. Jo 8:58
Talvez essa seja a expressão mais forte de Cristo sobre si mesmo. É tanto assim, que ao ouvirem isso os judeus pegaram em pedras para atirar nele. Jesus estava, simplesmente, declarando a sua eternidade, mas o homem em seu estado natural não tem entendimento das coisas espirituais. Jesus não era um homem comum, apenas histórico, como muitos o descrevem. A sua essência vai além do entendimento humano e transcende toda a eternidade. Afinal, um homem que dizia que os que cressem nele teriam a vida, e não uma vida qualquer, mas a vida eterna, teria que ter essa vida em si mesmo. Ele era o próprio Deus encarnado, a sublime revelação do Pai.

Jesus era e é o Pão que desceu do céu e, assim, suficiente para saciar a fome crônica do homem. Ele era e é a Luz do mundo, podendo alumiar os lugares mais escuros da alma que jaz na sombra da morte. Ele era e é a porta que dá acesso à presença imediata de Deus. Mas, apesar de toda a sua plenitude, ofereceu-se na cruz como sacrifício vivo pelo pecado de todos que creem nele, e, com a sua morte, o véu do templo se rasgou, abrindo  um novo caminho para a eternidade com Deus. Ao terceiro dia ressuscitou e em corpo glorificado apareceu a muitos antes de ser assunto aos céus e se assentou à direita de Deus Pai, em seu trono de glória. Sim, Ele provou ser, verdadeiramente, o Filho do Criador e Rei do Universo, que o outorgou de conceder a vida eterna a todos que cressem no seu nome. Em Jesus encontramos tudo que precisamos, até a vida eterna!

O final da linha

Tudo tem um começo e um fim. Assim, também, é a vida do homem. Quão efêmera ela é! O ser humano sempre busca estabilidade, visando uma vida  tranquila, de abundância, livre de preocupações. Mas  poucos se preocupam com o seu destino, no final da linha.

A maioria  interessa-se pelo bem estar da viagem, pelo conforto e boa acomodação, enquanto seguem viagem no trem da existência, mas não faz nenhum plano para a vida  após o desembarque. A parábola de Jesus, relatada no Evangelho de Lucas 12:16-21,  retrata muito bem a condição de um homem alheio ao destino final da viagem. O homem rico estava tão preocupado com os seus “celeiros”, em manter uma vida regalada, que se esqueceu do mais importante: a vida depois da morte. Ó homem, quanta insensatez permeou a sua vida! Será que ele não entendeu que a abundância vivida no trem não poderia acompanhá-lo?

Será que ele desconhecia a Palavra, que “os dias da nossa vida são de setenta anos, e muitos pela sua robustez chegam a oitenta, e o melhor deles é canseira e enfado porque tudo passa rapidamente e nós voamos”? Quanta falta de sabedoria está em supervalorizar esta vida em detrimento da vida eterna, em trocar poucos anos de vida por uma  eternidade!  A sabedoria faz um apelo: Homem, abre os olhos, acorda e vê, teme ao Senhor e não te confies em teu próprio entendimento, anda sob o domínio da Palavra de Deus,  acalenta-te sob as suas asas e desembarca seguramente para o porvir eterno, para as moradas celestiais, para a vida que faz valer a pena, no final da linha!

Glória! Não a que vem dos homens

Eu não aceito glória que vem dos homens. Jesus  Jo 5.41

Somos instruídos, pela própria Palavra, a glorificar a Deus e ao seu Filho, Jesus. E o Filho, nessa declaração, diz que não aceita glória que vem dos homens. Como entender isso? Devemos analisar sob duas óticas.

  1. Para Deus, nada que vem da Terra ou puramente humano é significante em si mesmo. Os valores terrenos são transitórios e fúteis, sem nenhum significado que perdure eternamente. Satanás ofereceu a Jesus todos os reinos do mundo, mas foi refutado pela Palavra de Deus, que se sobrepõe a qualquer argumento humano e que permanece para sempre.
  2. Glória – no sentido de adoração, é acompanhada de significado quando parte de um coração crente e renascido, gerada no espírito daquele que teve um genuíno encontro com Deus. Deus é Espírito e o homem não pode adorá-lo, sem que tenha uma percepção  da sua essência.

A glória a que Jesus está se referindo,  seria a glória de corações carnais, destituída de qualquer espiritualidade.   Mas a glória e a adoração dos homens, que não andam mais sob o domínio da carne, mas do espírito, é devida e oportuna. Ele recebe a glória  daqueles que vêem nele, não um mero homem, mas o Deus encarnado que é digno de toda honra, glória e louvor, não por seus feitos ou por aquilo que Ele pode dar , mas pelo que Ele é.  Glória, pois, a Ele eternamente!