Louvor como arma de guerra!

Foi dito ao rei Josafá que os moabitas e amonitas estavam vindo contra Judá em grande multidão para lhe fazer guerra. Naturalmente, Josafá teve medo e pôs-se a buscar ao Senhor com humildade. Ele recebeu da parte de Deus a estratégia certa para ser vencedor nessa batalha.

Desde que saiu do Egito, Israel sempre viveu em guerra, raros foram os momentos de paz. Davi reinou em Israel por quarenta anos, mas, depois da sua morte, seus filhos que o sucederam se meteram com a idolatria levando Israel ao pecado. Como consequência, as doze tribos de Israel foram divididas em reino do norte e reino do sul. O reino do norte, com dez tribos, continuou com o nome de Israel e o reino do sul, Judá, com duas tribos e meia  ficou com a casa de Davi. Josafá foi o quinto rei depois de Davi e era temente a Deus. Mas, um pouco antes da invasão dos moabitas e amonitas, Josafá foi repreendido pelo profeta Jeú, por ter se aliançado com Acabe, rei de Israel, e ido à guerra  com ele contra Ramote-Gileade, batalha na qual o próprio Acabe foi morto, e Josafá foi salvo por grande livramento do Senhor. Há sempre um grande perigo em  fazer alianças ou andar com aqueles que não temem a Deus, o mal que os persegue pode atingi-lo. Jeú trouxe a Josafá uma Palavra do Senhor: Devias tu ajudar o ímpio e amar aqueles que ao Senhor aborrecem? Por isso, virá sobre ti grande ira da parte do Senhor. 2 Cr 19.2

A investida dos moabitas e amonitas contra Judá foi decorrente da atitude errada de Josafá em se aliançar com Acabe, foi usada por Deus para afligir Josafá. Contudo, Josafá teve uma atitude correta diante de Deus,   em relação ao juízo profetizado que estava por vir contra ele. Ao chegar contra ele a guerra, não murmurou, não se desesperou e não buscou alianças com outros reis, mas se humilhou. Ele convocou todo o Judá para jejuar e clamaram ao Senhor. Josafá diante de todo o povo declarou a Soberania de Deus, trouxe à memória os feitos do Senhor, reconheceu a fraqueza do seu povo diante do exército inimigo e oraram por livramento. O Senhor sempre atende  a um coração quebrantado, que reconhece seus erros e depende totalmente dele.

A estratégia – Deus, através do profeta Jaaziel, deu uma palavra de ânimo para o povo e o seu rei  dizendo que eles não teriam que pelejar, porque o Senhor pelejaria por eles. Josafá creu nessa Palavra e incentivou o povo a crer também, porque, assim, prosperariam e juntamente com o povo adorou.  Josafá, dirigido pelo Espírito Santo de Deus, decidiu que à frente do exército deveriam colocar cantores que louvassem ao Senhor. E a canção era a seguinte: Louvai ao Senhor, porque a sua benignidade é para sempre. Assim foi feito! E, à medida que começaram a louvar, o Senhor pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os das montanhas de Seir, que vieram contra Judá, e foram desbaratados. 2 Cr 20.22

O Louvor é uma potente arma de guerra! O louvor a Deus constitui-se em fazer menção dos seus feitos poderosos, reconhecer a sua soberania e poder e, acima de tudo, trazer diante dEle um coração grato por tudo que Ele tem  dispensado com a sua graça e bondade, independente das circunstâncias. Louvar a Deus em meio a crises é um ato de fé, e Deus se agrada disso. Diante das batalhas da vida, o inimigo quer nos abater, nos enfraquecer e nos fazer mergulhar em uma onda de desânimo.  O louvor genuíno ao Senhor Deus o afugenta, ele pode ver que seu jogo não funciona quando os filhos de Deus escolhem louvá-lo.  Quando o Senhor se levanta como General de Guerra, a vitória é certa! Cumpre-se a Palavra: Mil cairão ao teu lado e dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido! Somente com os teus olhos olharás e verás a recompensa dos ímpios  Sl 91.7-8  Em Judá, Deus veio guerrear pelo seu povo enquanto louvavam. E, hoje, isso continua a se repetir. Em meio às batalhas da vida, levantemo-nos com ousadia com cânticos de louvores ao nosso Deus, e a vitória é garantida.

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